Concreto Armado

Concreto Estampado: Características e processo executivo

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O concreto estampado é uma tecnologia que conquista cada vez mais espaço no Brasil. Por ser um elemento de fácil execução, prático e com excelente apelo estético tem tomado conta de calçadas, pavimentos de parques e orlas de algumas praias.

A técnica do concreto estampado pode ser empregada tanto em pisos como paredes, mas a sua utilização é predominantemente em pisos. Esta técnica tem como principal objetivo dar cor e textura aos pisos de concreto armado. O concreto fica realmente estampado, com diversas opções de formas e cores.

Esta tecnologia foi desenvolvida na década de 50 nos Estados Unidos e começou a ser introduzida no Brasil nos anos 90. Hoje diversas empresas já possuem capacitação para este tipo de serviço. Outro país que se destaca nesta técnica é o México, toda orla marítima de Cancun é em concreto estampado.

O seu processo executivo a princípio não se distingue de um piso de concreto convencional. A grande diferença está no acabamento, onde são aplicados produtos específicos para o desenvolvimento do acabamento artístico.

Este acabamento artístico é aplicado no momento da concretagem. Além de produzir as estampas os produtos aplicados durante o acabamento conferem ao piso de concreto maior resistência à abrasão e ao atrito.

Principais características do concreto estampado

O concreto estampado possui algumas características importantes, como:

  • Conforto no rolamento, pois não produz juntas salientes;
  • Proporciona superfície antiderrapante mesmo com o piso molhado;
  • A utilização de pigmentação clara reduz a absorção do calor, gerando assim maior conforto térmico;
  • Rapidez na liberação e tráfego, cerca de 24 horas para pedestres e 48 horas para veículos leves;
  • Possui boa durabilidade, com período de vida útil aproximado de 10 anos;
  • Grande flexibilidade de estampas e cores.

Principais produtos

Para conferir a estampa e cor desejada, além dos benefícios de durabilidade, são utilizados três produtos diferentes no momento do acabamento. Além do concreto e das formas próprias para este serviço.

  • Endurecedor de superfície: um pigmento aplicado no momento da execução da concretagem. Este pigmento se incorpora ao concreto e forma uma película superficial;
  • Desmoldante: é utilizado para que o concreto não grude nas formas das estampas durante o processo executivo. Além disso, evita manchas no piso durante a execução;
  • Selante: a utilização do selante tem como objetivo dar o acabamento final na superfície de concreto.

As formas utilizadas neste tipo de serviço têm o objetivo de imprimir na superfície do piso as estampas definidas pelo construtor.

Processo Executivo

1 – Elaboração do projeto:

O primeiro passo para uma boa execução é um bom projeto elaborado. Neste projeto devem ser indicados todas as características do piso, como:

  • Dimensões e declividades;
  • Posicionamento de juntas;
  • Espessuras e materiais do subleito e da base granular;
  • Armação da eletrossoldada quando necessário;
  • Definição da estampa e cor;
  • Posicionamento das juntas de dilatação.

Além de outras informações relativas à drenagem e peculiaridades de cada obra.

2 – Execução do subleito:

O solo do subleito deve ser regularizado e compactado. O subleito deve receber caimento conforme a declividade indicada em projeto. Outro cuidado necessário é quanto à utilização de material adequado para pavimentação, o solo expansivo deve ser evitado.

3 – Execução da base:

Em seguida é executada a camada de base com material granular, o material mais indicado é a brita graduada. A espessura mínima desta camada é de aproximadamente 10 centímetros.

É importante que esta camada esteja bem regularizada e compactada conforme as condições de projeto.

4 – Instalação de lona plástica:

Em seguida é aplicada uma lona plástica sobre a brita graduada. Esta lona plástica tem espessura de 150 micras.

O objetivo da lona plástica é criar uma camada impermeável para qualquer tipo de umidade ascendente. Além disso ela colabora durante a concretagem evitando a perda de água do concreto para o material granular.

5 – Execução de forma de madeira:

O próximo passo é a construção das formas de madeira na borda do piso a ser executado. A forma de madeira deve garantir o travamento e estanqueidade necessários para a concretagem.

O topo da forma deve coincidir com a superfície de rolamento do pavimento.

6 – Armação em tela eletrossoldada:

Processo executivo do concreto estampado.A armação em tela eletrossoldada é definida conforme o tipo de utilização do pavimento e o solo do subleito. Já deve ser especificada em projeto. Em alguns casos, mesmo em situações onde não é necessária sua utilização por questões estruturais ela é utilizada para combater os efeitos da retração do concreto.

Para garantir o cobrimento mínimo devem ser utilizados espaçadores plásticos ao longo da tela.

 

7 – Concretagem:

O concreto utilizado pode ser virado em obra ou o concreto usinado. A resistência característica à compressão adotada neste tipo de obra é 20 MPa. A espessura da camada de concreto pode variar conforme o tipo de utilização do piso.

Para o bom acabamento superficial do piso o concreto deve passar pelos seguintes processos de acabamento:

  • Sarrafeamento imediatamente após a concretagem;
  • Rebaixamento de agregado com rolo rebaixador;
  • Desempeno do concreto com desempenadeira float, afim de garantir a homogeneização do concreto e abertura dos poros para receber os produtos que serão aplicados.

8 – Aplicação do pó endurecedor de superfície:

Logo após o desempeno do concreto é realizada a aplicação do pó endurecedor de superfície por meio de aspersão manual. O pó endurecedor de superfície deve ser aplicado de maneira uniforme sobre toda a superfície.

Após a aspersão é realizada a queima do concreto, que é um novo desempeno sobre o pigmento aplicado.

9 – Aplicação do desmoldante:

Assim que o concreto estiver com o ponto de plasticidade ideal, ou seja, antes do início de pega, deve ser aplicado o desmoldante.

O desmoldante deve ser aspergido manualmente e aplicado de maneira uniforme sobre toda a superfície do concreto.

10 – Estampagem:

O próximo passo é a estampagem. A estampagem é realizada com auxílio de formas flexíveis. As formas são posicionadas sobre o piso e pressionadas, desta forma elas formam as estampas desejadas.

O momento da estampagem é identificado por uma equipe de boa experiência, pois antecipar ou retardar este serviço poderá comprometer a qualidade do acabamento final.

11 – Execução de juntas e aparo das bordas:

Após isto, devem ser executadas todas as juntas de dilatação. Dois tipos de juntas são comuns neste tipo de piso, as juntas de construção e as juntas serradas.

Além da execução das juntas, neste momento as formas são retiradas e as arestas das bordas devem ser aparadas.

12 – Lavagem:

Em seguida é realizada uma lavagem de todo o piso com jato de água de alta pressão. Todo o desmoldante deve ser removido neste processo, deixando uma superfície limpa e livre de qualquer poeira ou sujeira.

13 – Aplicação de camada seladora:

O último passo é aplicação da camada seladora, que consiste na aplicação de uma demão de selador e uma demão de resina.

O selador deve ser aplicado com o piso todo seco e tem objetivo de proteger o piso de contaminantes, como óleos, graxas e tintas.

A resina acrílica confere maior resistência à abrasão do piso e deve ser aplicada sobre a camada com selador.

Considerações Finais

O concreto estampado é uma excelente opção para áreas externas, passeios, orlas, bordas de piscina, áreas de lazer entre tantos ambientes. Para garantir que seja feito de maneira adequada consulte uma esquipe especializada ou entre em contato com instituições que ministram cursos e se especialize nesta tecnologia.

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Forte abraço.

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Eduardo Daldegan é formado em Engenharia Civil pela PUC-MG. É apaixonado por empreendedorismo e hoje trabalha em diversos projetos. É casado e seu maior empreendimento é a construção da sua família.

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